O fado dos desconfinados descuidados

Desconfinarei até que a voz me doa
Na praia, e em todo o lado
Como a ave que tão alto voa
E é livre de desconfinar em qualquer fado

Desconfinarei até que a voz me doa
No meu país, na minha terra, com a minha gente
Esqueço a saudade e a tristeza que magoa
Que se oriente o que fica doente

Desconfinarei até que a voz me doa
No calor, na esplanada, no restaurante
Os outros que tenham paciência
Desconfinarei até que a voz me doa