
Hoje em dia todos sabemos inequivocamente que o Facebook, bem como outras redes sociais, são uma fonte de informação para muita gente.
Para alguns, talvez a única.
A informação que por aqui nos mostram é colocada, postada, partilhada, escrita, adicionada e reencaminhada por todos nós, utilizadores.
Claro que existe a trabalhar em cima disto o algoritmo que faz a selecção do que nos será apresentado na timeline, de acordo com critérios que não são transparentes etc. etc. bla bla bla
Mas o importante para esta reflexão é o que acontece antes deste algoritmo trabalhar.
E o que acontece são as nossas interacções com a rede social.
O que escolhemos partilhar.
O que escolhemos fazer like.
etc.
Com essas acções, somos também parte do algoritmo que escolhe o que é importante e o que é secundário, o que é mostrado a todos os outros e o que não é.
Nos tempos que correm, a quantidade de informação que nos vai chegando sobre a pandemia global é gigantesca.
Por isso, por serem tempos importantes e de luta contra uma doença inédita, e por termos o dever de nos informar devidamente e ajudar a informar devidamente os outros, temos de ser criteriosos, filtrar o que é importante, e descartar o supérfluo.
Aos que partilham e repartilham mensagens de ódio, de atribuição de culpas, de “olha para este a ir para a praia quando estamos todos fechados em casa”, tenham a noção que estão a amplificar por aqui informação que, na minha opinião, pouco ajuda a quem precisa de saber o que fazer para ir às compras, o que fazer porque não pode sair de casa e precisa de medicamentos, o que fazer para se entreter e não se sentir triste, o que fazer para utilizar um programa qualquer para fazer uma vídeochamada com a família, como lavar as mãos, etc.
Sem absolutismos é claro, procurem partilhar informação que seja útil, que informe devidamente, que acalme, que tranquilize, que questione informadamente.
Não ajudem a transformar a Internet num amplificador da porcaria, e abafador do que realmente importa.
Vai ficar tudo bem?
Tudo tudo não.
Mas ficará mais, melhor e mais depressa se todos tiverem acesso a informação de qualidade (para dar um exemplo, o vídeo da senhora que espirrou para cima das bananas e supostamente foi presa, será informação de qualidade?).
Exigimos isenção e fontes credíveis aos jornalistas.
Sejamos também informados e isentos nas nossas acções do dia a dia, incluindo, com importância acrescida nos tempos que correm, as nossas acções nas redes sociais.
Bem hajam, e saudinha para todos. Da boa.
PS: Este texto foi escrito, não foi copiado ou repostado.