Sou o Rei do nada
Vivo em nenhures
Se encontrasse uma estrada
Talvez pudesse ir algures
Sem coroa nem bastão
Governo o vazio infinito
Mando no nada deste mundo
Onde o vazio é o que há de mais bonito
Aqui ninguém é
Só o nada prevalece
Existe por si só
E sem saber o que é, cedo disso se esquece
O meu irmão Rei de algo
Bem me troça nos meus afazeres
Pois eu respondo-lhe prontamente
No nada também há muitos prazeres
Por vezes a ausência de tudo é mais reconfortante que a existência de algo.
E, por agora, é tudo.
