As fake news têm sido alvo de muita discussão pelo mundo fora. Cientistas, políticos, desportistas, figuras públicas no geral, todos têm sido alvos de fake news e visto a sua vida condicionada pela informação falsa publicada sobre eles.
Ou não?
Foi a esta pergunta que cientistas e especialistas em estatística decidiram responder. Numa óptica de amostragem da população, perguntaram a uma quantidade significativa de pessoas se acreditavam ou não em fake news. Os resultados dos seus inquéritos foram surpreendentes. Da amostra questionada, cerca de 52% dos inquiridos afirmaram que não acreditam que existam fake news. (52% não acreditam; 44% acreditam; 2% sabe mas não responde; 2% responde mas não sabe).
A conclusão é clara: A MAIORIA DAS PESSOAS NÃO ACREDITA QUE EXISTAM FAKE NEWS!
PS: Esta é uma fake news sobre fake news.
Disclaimer. Não me levem a sério, por favor. Aliás, levem-me a sério quando eu digo para não me levarem a sério. Fora isso não.
Limite. Cheguei ao limite. Durante uns tempos decidi fazer uma experiência com esta rede social que é o Facebook: Seguir todas as sugestões de figuras públicas que o Facebook me apresentou. Todas. Na app mobile é fácil, um clique e está a seguir.
Chegada ao fim esta experiência, um pequeno relato sobre o que se passou.
E o que se passou foram gajas a monte, cada vez mais despidas, e alguns(algumas) artistas, desportistas, músicos, mas poucos. As sugestões de figuras públicas para eu seguir foram aparecendo, a principio, por uma espécie de vagas. 1º os músicos, artistas, depois modelos (femininos), cada vez mais despidas, até que terminou, no final, em “modelos” que postam conteúdos que de certeza roçam o limite do que o facebook aceita ser postado. E o algoritmo de sugestões de figuras públicas para seguir por aí ficou e insistiu, gajas e gajas e gajas que são figuras públicas, mas daquelas que têm mais calor do que as outras, e por consequência menos roupa. Nada contra, atenção, antes pelo contrário, mas esperava um pouco mais deste algoritmo (atenção, fui fazendo follow a todas todas as sugestões que era apresentadas, todas mesmo, nunca fui um depravado selectivo). Imaginava-me a fazer follow a músicos de jazz, actores e actrizes, artistas plásticos, desportistas, levando-me o algoritmo a um banho de cultura cada vez maior. Mas não. Talvez daqui a algumas centenas de figuras públicas seguidas, o algoritmo mudasse de rumo e me levasse para águas menos sexy e mais brainy. Mas não, cheguei ao limite!
E digo que cheguei ao limite porque não me deixam seguir mais pessoas. Eu que ambicionava seguir todas as figuras públicas do mundo, e tornar-me o maior follower de sempre, afinal tenho de me ficar pelas 5000 figuras públicas. É triste limitarem assim um fã. Quer dizer, uma figura pública pode ter os followers que quiser, e um follower não pode seguir as figuras públicas que quiser.
E agora vou fazer unfollow a esta gente toda que me habita o espaço digital, que já chateia.
Gente quadrada admite que a terra é plana. Gente obtusa tem diferentes ângulos de perspectiva. Gente direitinha está aí para as curvas. Gente torta também alinha. Gente recta circula por aí.
A inteligência artificial é uma buzzword que está cada vez mais em discussão na sociedade. Discutem-se cada vez mais as oportunidades e ameaças que a aplicação destas tecnologias nos traz.
A inteligência artificial, num sentido talvez mais filosófico, trata de uma busca automatizada de significâncias dos inputs dados ao sistema, atribuindo uma significância, poderemos mesmo dizer uma simbologia, aos dados que lhe são fornecidos através dos seus métodos.
Essa simbologia, computada e analisada através de algoritmos sofisticadíssimos, correndo em computadores ultra-potentes, é sempre restrita ao universo de dados que o programa (a inteligência) possui para analisar.
Nos micro-versos em que a inteligência artificial actua, a simbologia da informação é uma simbologia relativa. A inteligência vê os dados, a informação, a sua relação entre si, e cria o seu próprio universo simbólico.
É aqui que o ser humano é ainda infinitamente distinto da máquina: na atribuição de significados e de símbolos.
Dependendo do contexto em que nos encontramos, com quem estamos a falar, da nossa relação e historial com essa pessoa (ou com o conjunto de pessoas), o mesmo objecto, gesto, palavra, expressão, movimento, etc., pode ter significados completamente diferentes.
Se dissermos a um amigo de longa data algo como “ó meu grande sacana”, provavelmente a palavra “sacana” será por ele interpretada como algo carinhoso. Se dissermos o mesmo a uma pessoa que acabámos de conhecer, poderemos ter um problema.
Este multi-verso de simbologias, em que o ser humano atribui ao mesmo dado significados múltiplos, ainda está longe de ser atingido pela inteligência artificial.
Com a automatização de tarefas que um algoritmo de inteligência artificial pode aprender a fazer, o ser humano perderá emprego e relevância nesses campos simbólicos – os que a inteligência artificial consegue entender e replicar a sua manipulação.
Talvez seja nos campos simbólicos mais complexos, como as relações humanas ou as áreas criativas, que o ser humano será cada vez mais valorizado.
A culpa é dos que não são do nosso planeta A culpa é dos que não são do nosso continente A culpa é dos que não são do nosso país A culpa é dos que não são da nossa região A culpa é dos que não são do nosso distrito A culpa é dos que não são da nossa cidade A culpa é dos que não são da nossa freguesia A culpa é dos que não são do nosso bairro A culpa é dos que não são do nosso prédio A culpa é dos que não são do nosso andar A culpa é dos que não são do nosso apartamento A culpa é dos que não são como eu A culpa é dos que não são como A culpa é dos que não são A culpa é dos que não A culpa é dos que A culpa é dos A culpa é A culpa