Privacidade

Hoje o browser “google chrome” pediu que lhe respondesse a algumas questões sobre privacidade.
No meio dos textos explicativos, tinha esta frase:
“Ad topics help sites show you relevant ads while protecting your browsing history and identity.”

Dizem eles que conseguem apresentar anúncios relevantes ao nosso utilizador e historial de navegação, enquanto protegem a nossa privacidade.

Traduzindo para modo “velhinha da aldeia” (modo de pensamento que me ajuda sempre a contextualizar melhor estas coisas da net) seria qualquer coisa como alguém dizer “Olha, sabes, nunca fui à casa da vizinha Joana, mas acho que aquele móvel de sala que ela tem é horrível!”.

Em princípio

“Em princípio lá estarei.”
“Em princípio está combinado.”
“Em princípio vou.”
arrrrrrghhhhhhh
Não acho piada ao uso generalizado que se faz do “em princípio”.

No meu entender esta expressão significa uma espécie de “meio comprometimento”.
Se fores onde disseste que “em princípio” ias, tudo bem.
Se não fores, tinhas dito que “em princípio” ias, logo havia espaço para que não fosses. E está tudo bem.

Só que o problema é que não está.

O “em princípio” é uma espécie de fuga ao comprometimento e à responsabilidade.

Imaginem isto em contexto empresarial:
– Ó João, então o relatório vai estar pronto na sexta-feira, conforme combinámos na última reunião de planeamento?
– Sim chefe, em princípio está.
– Ok, vou então ali à reunião com o CEO e levo essa informação comigo.

– Boa tarde sr. Director. Conforme combinámos, para a próxima reunião do comité de direcção o relatório sobre as vendas em princípio estará pronto.
– Óptimo José, então assim em princípio poderemos pagar o bónus aos comerciais.
Não funciona.

Ou num contexto de um casamento:
– Então o sr. noivo aceita a sra. noiva para amar etc. e tal para sempre…?
– Em princípio.
Não funciona.

Porque será que se usa tanto o “em princípio”?
Será medo de falhar, falta de confiança nas capacidades de cada um, e assim com a expressão “em princípio” deixamos sempre em aberto uma almofada de suporte em caso de se falhar?
Será que dizemos “em princípio” deixando sempre a porta meio aberta para se trocar caso algo melhor apareça?
Será que é para, caso surja algum imprevisto que nos impeça de ir, não nos sintamos tão mal em não ir, pois tínhamos dito “em princípio”?

Na realidade, não faço ideia, mas, em princípio, vou continuar a indagar sobre o tema.

Whils – O tempo

Pós-subtracção.

Outrora uma obra clássica de Whils (Título: dev-ou-luto, martelo em reboco, 2003), criada através do método de subtracção a um objecto físico existente revestido a reboco, ela é neste novo trabalho reinventada e recriada.
O tempo traz uma nova dimensão à sua existência.
O conflito entre o curtíssimo espaço de tempo que demorou a execução da obra original e o tempo que a natureza levou a criar algo novo, cobrindo e reinventando a obra original, bem como o contraste entre a natureza determinística da acção original do artista e a acção fractal de criação da natureza, e finalmente a adição como acto oposto à subtracçao, tornam esta obra única no universo do artista.

Será o acto de criar, no espaço de tempo que vai para além da nossa vida, algo que apenas pertence ao domínio da natureza, sendo o Homem apenas e nada mais que a sua ferramenta?

QXume methodology

Complaints are not a negative thing.
Use complaints to better serve your customers.
Use complaints to improve your teams.


We are QXume, THE consultancy that can train your company to take a leap forward and embrace the state-of-the-art QXume methodology.
This innovative concept allows your company to use all the available complaints to improve and increase the overall satisfaction of both internal and external clients.

By using our proprietary active listening algorithm (yesuhum™) and leveraging it with state of the art A.I., we can turn everybody’s whining and complaints into actionable intelligence.
By implementing our methodology your company will position itself a step ahead.

Turn whining into wining.

Take the leap, start complaining.

QXume

PS: QXume is a Lisbon based company, created by Henrique Cabrita, an engineer that loves non-sense as much as he loves basketball. He used to hear (and overhear) a lot of whining and complaining from a lot of people, and every so often tried to use the information from those complaints and act upon it to try and improve things. Normally no one would listen. So he started QXume. With a proven methodology, cool acronyms and a lot of buzzwords, people now listen.

PS2: The yesuhum™ algorithm is a work in progress. The next version is currently in development, and it will be named yesuhumofcourse (patent pending).

Ou vai a bem ou vai a mal

Após ouvir e ler várias opiniões políticas, nos mais variados meios de comunicação, posso concluir que existem basicamente dois vectores de pensamento.

1. Os que dizem que está tudo bem como está, e que os outros, quando criticam, é que não estão a ver bem as coisas.

2. Os que dizem que está tudo mal, e a única coisa que fazem é dizer que está tudo mal. Senão ainda ficava pior.

Sabendo que na realidade do dia a dia as coisas umas vezes andam bem, outras andam mal, e assim vamos vivendo, fico confuso se hei-de dizer que na vida política do país está tudo bem, ou tudo mal.

Tasse bem?